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Dinheiro esquecido nos bancos sobe para R$ 5,65 bilhões

Mais de 23 milhões de pessoas físicas têm valores a receber

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R$ 4,25 bilhões foram esquecidos por pessoas físicas · Foto: Foto: José Cruz/Agência Brasil

O total de dinheiro “esquecido” em bancos e outras instituições financeiras chegou a R$ 5,6 bilhões em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) na terça-feira (8). O valor representa alta em relação aos R$ 5,1 bilhões registrados em junho.

Do montante disponível, R$ 4,2 bilhões pertencem a 23,6 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,4 bilhão podem ser resgatados por aproximadamente 2,2 milhões de empresas.

Os recursos podem ser consultados gratuitamente pelo Sistema de Valores a Receber (SVR), serviço do Banco Central que permite localizar valores deixados em bancos, administradoras de consórcios, cooperativas, instituições de pagamento e outras empresas do sistema financeiro.

Maioria recebe pouco

Os valores podem ter diferentes origens, como contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios encerrados e cotas de cooperativas de crédito. Apesar do volume bilionário disponível, a maior parte dos beneficiários tem valores relativamente baixos para resgatar:

  • 69,4% têm entre R$ 0,01 e R$ 10;

  • 19% têm entre R$ 10,01 e R$ 100;

  • 9,3% têm entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;

  • apenas 2,2% têm mais de R$ 1 mil.

Como consultar

A consulta pode ser feita gratuitamente no Sistema de Valores a Receber do Banco Central. Na consulta inicial, o cidadão informa o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e data de nascimento. Empresas devem utilizar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e os dados pedidos pelo sistema.

Caso existam valores disponíveis, é necessário acessar o sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar o resgate.

Resgate automático

Desde maio de 2025, pessoas físicas também podem habilitar o pedido automático de devolução de valores a receber.

A adesão é facultativa. Para utilizar a funcionalidade, é necessário ter uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas ativada, além de uma chave Pix vinculada ao CPF.

Com a função habilitada, os valores elegíveis são depositados automaticamente na conta cadastrada, sem a necessidade de uma nova requisição a cada recurso identificado.